Arariboia RoX agitará Niterói – quatro bandas em uma só noite
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Chega de notícias ruins sobre Niterói. Se a desgraça vende, vamos pegar exatamente a mão inversa, até porque, não é justo chamar atenção a um lugar delicioso pegando o tópico mais perverso e vendável que existe, a violência. Se houve aumento é um sinal de que a cidade está sim crescendo e, melhor ainda, se organizando e com isso, tudo aparece mais, inclusive o lado ruim. O lado bom da moeda é que para cada má notícia que temos de Nikiti, recebemos outras dez boas.
A boa nova é que haverá nova edição do Projeto Arariboia Rox, no próximo dia 2 de junho. A organização do evento reforça que o momento é propício para que bandas e projetos mostrem seus trabalhos autorais, aproveitando para criticar a falta de apoio a atividades culturais nos últimos quatro anos. Esta será a terceira edição do projeto e tem a direção de Pedro de Luna, jornalista e promotor cultural que segue incansável na luta por divulgar novos nomes da cena rock de Niterói, ao mesmo tempo em que parece ditar um modelo a seguir, a divisão de possíveis lucros, entre as bandas participantes e a organização do evento.
Parece obvio mas nem todos fazem isso. Esta será a terceira edição do Arariboia Rox, que contará com lançamento de CD, uma nova banda da cena niteroiense e ainda, um grupo formado só por meninas. O evento é bem eclético, indo do Rock ao Blues, tendo como banda de abertura a galera do Cérebro Valvulado, que fará uma mescla de soul music e rockabilly. Logo em seguida vem a Dominas, formada apenas por meninas e especialmente para um festival, o grupo aproveitou a excelente resposta obtida na primeira apresentação para dar continuidade. A noite contará ainda com o a banda Rhavana, formada em Cabo Frio. O grupo nasceu por acaso, ao passarem férias no balneáreo. Fechando a noite, virá a banda Audionari, que faz uma mescla indie / rock e estará lançando seu segundo disco, “Da porta pra dentro”.
Arariboia RoX – Sábado, 2 de junho, as 21h – Show com Audionar (lançamento do CD “Da Porta pra Dentro”), Dominas, Rhavana e Cérebro Valvulado.
Local: Espaço Box – Rua Visconde de Rio Branco, 887, ao lado da praça da Cantareira, Sao Domingos – Niterói – infos: 21 3587-4106
Ingressos a R$ 10,00 – Censura: 18 anos – Capacidade: 200 pessoas.
Skream faz a festa no Sonar
por Luck Veloso – radiocultfm.com – A penúltima atração a se apresentar no Sonar Club é o Skream. Ollie Jones ajudou a fundar o chamado ‘dub step’, onde as batidas quebradas e o baixo dão o tom da festa. A música ‘Midnight Request Line’, de 2006 é sua maior referencia e leva ainda o peso de ser o som que ajudou a levar o ritmo dub step ao mainstream.
Para a apresentação em Sao Paulo, Skream está contando com a preciosa participação de Sgt. Pokes, que vem a ser o MC (Mestre de Cerimonias) oficial do Magnetic Man. O show no Sonar Club está raivoso e em determinados momentos, o som dos caras lembra um tanto de O Rappa em uma versão hardcore, semelhança que se faz notar ainda mais devido aos dreads de Pokes. Em seguida entrará em cena o DJ Gui Boratto!
Chromeo, Emicida e Flausino – a mescla do Sonar
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Uma das coisas mais legais em festivais é, sem dúvida, o espírito agregador que o clima propoe. Em eventos como o Sonar, é possível ver roqueiro curtindo o show do Kraftwerk e DJ assistindo ao show do Emicida. Não importa. O que vale é o experimento, a sensação de estar interagindo com novas realidades e sonoridades. O que se viu nesta primeira noite do Sonar foi esse clima, interatividade total!
Após a apresentação bombástica do Kraft, rolou o som do Hudson Mohawke, que serviu de ‘esquenta’ para a chegada apimentada do Chromeo, duo canadense de electro que tem como padrinho o DJ Tiga, com seu pop inusitado e os quase ‘mash ups’ feitos ali, ao vivo. Rolou até a famosa versão pré electro de “Money for Nothing”, que a galera contou em coro. Houve uma circulação bem interessante de público entre os shows do Chromeo e Emicida. Inusitado? Claro que não, é um festival!
Quem esteve super atento a apresentação da dupla foi o vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino. Rogério assistiu ao show do Chromeo com bastante atençao. A dupla esteve aqui pelo Brasil em 2010, mas na época, realizou uma apresentação para um grupo fechado de apenas 250 pessoas, o que certamente faz da apresentação de hoje, seu “primeiro show oficial” no Brasil.
Começa o Sonar!
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Começam os primeiros momentos do Sonar Sao Paulo 2012 e o povo já começa a chegar no Parque Anhembi. O transito no entorno é bastante tranquilo, até mesmo atípico para uma noite de sexta-feira em Sampa.
Enquanto a galera esquenta as turbinas no Sonar Hall, outros assistem a projeções multimídia que acontecem simultaneamente. Hoje é a primeira noite do evento, que receberá nomes como Chromeo, Muti Randolph, o DJ Gui Boratto e o grupo mais aguardado, Kraftwerk, que toca as 23h no Sonar Club. Veja o line up completo aqui e mais infos em breve! Abaixo o line up de hoje:
Sonar: Kraftwerk apresentará mesmo show visto no MoMA
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Quando ouvi Kraftwerk pela primeira vez, estava em uma festa de rua. Sim, acredite! O ano era 1986 e ao longe, pude ouvir os primeiros sons de ‘Boing Boom Tschack‘ saindo dos auto-falantes. Acredite ou não, isso foi em Sepetiba, simpático bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, que tem limite com os bairros de Santa Cruz e Guaratiba. Na época, até procurei saber quem era o DJ a tocar aquilo em plena festa de rua, algo típico dos anos 80 e mais ainda, nas zonas norte e oeste do Rio. Nao localizei, o som estava sozinho, esperei um tempo, depois fui circular na festa e nunca soube o ‘culpado’ por me introduzir ao mundo do Kraftwerk, mas digo agora aqui: MUITO OBRIGADO!
Claro que um pouco depois, ouviria tudo dos caras nos programas do guru musical, José Roberto Mahr (quem se lembra do Novas Tendências?) e em seguida, sampleado em trocentas músicas ao redor do mundo. O grupo formado inicialmente por Florien Schneider, Ralf Hutter teria vários músicos colaboradores, até encontrarem a outra ‘cara metade’, ou melhor, Karl Bastos e Wolfgang Flur, que viriam a fazer parte da formação mais clássica do Kraft. Inicialmente músicos de formaçao clássica, iniciaram verdadeiros experimentos em torno da música eletrônica, fazendo inclusive muitas das vezes, seus próprios instrumentos musicais.
Assistir ao Kraftwerk ao vivo é uma experiência única, para quem ama música feita com a alma, embora alguns puristas insistam que música eletrônica não possui isso. Ledo engano. O grupo se apresentará logo em seguida a DJ James Blake e trará ao Brasil e a grande jogada do show, será a oportunidade de ver o mesmo espetáculo apresentado no Museu de Arte Moderna de Nova York, chamado “Kraftwerk – Retrospective 1 2 3 4 5 6 7 8”. Para que a platéia tenha uma maior percepção, serão distribuídos 15 mil óculos 3D. O evento rola sexta-feira e sábado, dias 11 e 12 de maio. Se você ainda não conhece Kraftwerk (sacrilégio!) e nem esteve na mesma festa que eu nos anos 80, não deixe de ir, valerá muito a pena! Leia mais detalhes e o line up completo do Sonar aqui!
Brizola e Skylab no Dia do Trabalho
por Luck Veloso – Entre Deltas e Cachoeiras, em pleno feriado do Dia do Trabaho, rebuscando arquivos em meu HD, encontrei um texto, escrito por mim originalmente em 07 de abril de 2009, aqui na antiga versão do Culturall:
Sábado, dia quatro de abril de dois mil e nove. Perambulando pela Lapa às sete da noite, após passar o dia a zanzar pela feira da Rua do Lavradio, feira esta que acontece sempre no primeiro sábado do mês e que reúne inúmeros artistas que vendem seus artesanatos, roupas e suas artes em geral. Observo feliz o desenvolto encenar de um grande amigo de infância, Marco Nogueira, o mago das marionetes da Lapa. Um dos melhores dias da minha vida, sem dúvida! Enquanto aguardo a chegada do anjo que me acompanharia durante todo o final de semana, degusto o gelo da cerveja e observo o transitar de rostos felizes.
Onde mora a música nisso tudo? Simplesmente em tudo, porém, destaco um acontecimento pós feira. Ao parar para jantar na Joaquim Silva, coração da Lapa, em um simpático restaurante, observo a discussão de duas pessoas de meia idade. Um tem o sotaque estrangeiro, não sei se italiano. O outro, um senhor com cigarro nas mãos que gesticulava enquanto falava: “-Você tem que saber falar com as pessoas, eu sou um jornalista, você tem que me respeitar. Só uma pergunta, você está em situação legal aqui em nosso país?”. Um enorme silêncio se fez sentir no bar.
A questão estava resolvida, a paz reinou. O ´bêbado´ com cigarro, que pelo que entendi, atrapalhava o jantar do estrangeiro, era na verdade, um jornalista! E o que tem isso? Ora, poderia ser qualquer um a dizer aquela frase, o importante é saber o que falar e ele tocou fundo na ferida. As pessoas vêm para o Brasil e fazem o que querem, falam com os brasileiros como desejam e pensam que tudo aqui é uma grande zona. Ao convidar o ´bêbado´ para nossa mesa, percebi que ele falava de uma maneira idêntica ao saudoso Leonel Brizola, ao que ele me respondeu sentir-se elogiado com tal afirmação. Entre histórias de amores perdidos e de sonhos, ele contava um tanto de sua vida, mas como estávamos atrasados para um compromisso de sábado à noite, deixei meu cartão, pedindo que voltássemos a falar.
A música chega aqui, finalmente. Ao falar como o Brizola, o homem da Lapa, de nome Antônio me fez recordar também, de outra adorável figura que tive o prazer de entrevistar no programa “Culturall”, que eu apresentava junto a Renato Muniz e o DJ Wagner Rasta, naquela mesma Lapa, na Rádio Fundisom, na Fundição Progresso há alguns anos. Rogério Skylab, que não tem qualquer vínculo com gravadoras e grandes esquemas de divulgação mas faz um dos shows mais concorridos da cidade, em qualquer tempo. Pelo menos entre os seres humanos que teimam em pensar um pouco além do normal. Ao chegar finalmente em casa, ouvi várias vezes uma música de Skylab que tem uma declaração de Brizola no meio. Segundo os créditos do CD que ele me presenteou: “Leonel Brizola – extraído do debate promovido pela TV Bandeirantes em 1989 entre os candidatos à Prêsidência da República, por ocasião do primeir turno. O vitorioso da referida eleição foi Fernando Collor de Melo. A frase de Brizola, destacada por Skylab na canção “Cântico dos cânticos” é a seguir:
“Vamos juntos dizer um não, escolhe entre nós aqui aquele que você considera capaz de pronunciar esse não que tu tens abafado no teu peito, um não rotundo contra tudo o que fizeram nesse país, nesses vinte e cinco anos…”
Nunca uma música soou tão atual (de novo)
Frio com Graviola e Lucas Santtana
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Tempinho chuvoso no Rio de Janeiro (milagre!) e depois de uma comida leve e deliciosa (sem trocadilhos), me enfio na internet em busca de diversão. Dei de cara novamente com a Rádio Graviola, que por conta de um post sobre o Dia do Choro, feito na semana passada, citamos por aqui. Pensei em passar por lá para dar uma olhada, provavelmente assim como os jornalistas olham os demais canais para ver como anda o quintal alheio e sem dúvida alguma, comparar. Confesso que fiquei bem surpreso com o que ouvi e senti até uma pontinha de inveja do vizinho. Se Nelson Rodrigues dizia que ‘a do vizinho é sempre melhor’, em certos momentos, é bom ter dois amores. É neste ponto que cheguei. Agora não consigo mais passar um dia sem ouvir minha própria rádio, o que sempre fiz (radiocultfm.com, um pouco de merchandising não faz mal a ninguém) e logo em seguida, degustar um pouco da Graviola, nome que por si só, já lembra uma coisa bem gostosa.
Foi ali, naquele endereço do cyberspace (adoro esse nome!) que me vi perdido por mais de duas horas seguidas, enquanto esfregava um tapete para receber bem ‘as visita’. Peguei um set mesclado, que tocava um pouco de chorinho e no meio de tudo, caia no The Doors e mais a frente, em Amy Winehouse, depois voltava para um sambinha bem anos 50. Loucura? Claro que não! Quem te garante que Jim Morrison não ouviu um Herivelto Martins antes de compor ‘Riders on The Storm’? Improvável? Pode ser, mas não impossível. Faço essa introdução toda, para falar de uma outra (re)descoberta que a Graviola me fez ter: o recente disco de Lucas Santtana (favor não confundir com aquele menino rico que canta moda sertaneja).
Pois bem, tinha conhecido Lucas Santtana há uns quatro anos, creio, quando ele ainda divulgava o excelente disco ‘Sessions in a Greenhouse’, de 2006 (clique aqui para baixar o disco). Foi dar de cara com ele no Oi Futuro em um show impecável pra ver que tínhamos finalmente, um novo Tom Zé, alguém para nos salvar dessa mesmice e idiotice sonora que vem sendo feita por aí. Ao clicar em um link no site da Rádio Graviola, esbarrei novamente no Santtana e aí, foi deixar rolar o novo disco, “O Deus que Devasta mas Também Cura” (clique aqui para baixar o disco). A mescla de elementos brasileiros com as viagens sonoras e eletrônicas faz do disco um experimento, tanto para quem o fez, quanto para nós, que agora temos a chance de degusta-lo. O cara é super articulado e além de já ter tocado como instrumentista junto a nomes como Marisa Monte, Fernanda Abreu, Chico Science, Caetano, Gil e mais uma pá de gente boa. Com a proposta de download gratuito, Lucas pode com certeza chegar a muito mais gente, penso até que poderiam oferecer um pen drive do cara junto ao cheque cidadão, só assim teríamos esperança de mais gente ouvir música de qualidade. Acesse o site e confira, mas te dou um roteiro: passe um pouco no site da Graviola, entre no do Lucas Santtana para baixar os discos e, por fim, estacione na Radiocultfm.com – mas fique, para que eu não sinta ciúmes de mim mesmo! Voltarei pra cama agora, pois se nao fosse a Val Becker, eu ainda estaria dormindo. Excelente frio pra você!
Duran Duran sacode o Rio de Janeiro
por Luck Veloso – radiocultfm.com – A apresentação do Duran Duran nesta véspera de feriado, dia 30 de abril no Rio de Janeiro confirmou que bandas com mais de 25 anos de atividade tem cadeira cativa por aqui, ainda mais tratando-se do pop electro romântico feito por Simon Le Bon e trupe. Com um pequeno atraso que não chegou a comprometer o show, a banda subiu ao palco do Citibank Hall iniciando com “Before The Rain”, do mais recente disco “All You Need is Now”.
Embora ainda desconhecida do grande público, a música serviu de aperitivo para “Planet Earth”, que é nada menos que o single que apresentou a banda ao mundo, lançado em 1981. Quando as primeiras batidas de “A View do a Kill” iniciaram, a platéia já estava completamente dominada e acompanhou em coro a música, que é um dos temas da série 007, mais precisamente de 1985. O palco do Citibank Hall recebeu uma iluminação especial, composta por painéis de led e mini câmeras, que capturavam todos os músicos em close, formando um fundo com um clipe feito ao vivo.
Uma lista de sucessos veio em seguida, com “Come Undone”, “Safe”e “Something I Should Know”. Um bom momento do show foi “Girl Panic”, música de trabalho do novo disco que tem cinco supermodelos fazendo as vezes da banda, com Naomi Campbell como ‘vocalista’, aparecendo sincronizada com a voz de Le Bon, mas o que levantou mesmo a galera foram os hits apresentados em seqüência: “Save a Prayer”e “Notorious” levaram um sorriso saudosista para os rostos na platéia, em sua grande maioria de gente com mais de 40 anos e muitas lembranças embaladas ao som do grupo. O momento ‘parceria’ da noite foi marcado pela entrada em cena de Fernanda Takai, festejada pelo vocalista do Duran Duran. A suave Fernanda acompanhou-o em “Ordinary World”, sendo muito aplaudida.
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Um show correto, que teria ainda “Hungry Like The Wolf”, “Sunrise” e o hit “Wild Boys”. Simon Le Bon mostrou que continua carismático, embora a forma física não seja mais a mesma, porém o tempo passa para todos, não seria diferente com ele. O guitarrista Dom Brown mudou tantas vezes de guitarra, que parecia estar trabalhando em um guitar shop. Tanto fez, mas as sonoridades não eram tao diferentes assim, o que certamente não justificou tanto malabarismo, mas o cara é um bom guitarrista, não fosse esse pequeno detalhe, a apresentação teria sido perfeita. O bis veio com “Girls on Film” e não poderia deixar de ser, a última da noite foi “Rio”. Ponto para a banda, que teve casa cheia e conseguiu segurar a platéia de início ao fim em um show tido por muitos como ‘saudosista’, mas que conseguiu unir velhos e novos em uma noite super chuvosa mas feliz no Rio de Janeiro.
Veja o set list do Duran Duran no Rio:
Before the Rain
Planet Earth
View to a Kill
Aynin
Reflex
Come Undone
Safe
Something I Should Know
Girl Panic
Save a Prayer
Notorious
White Lines
Ordinary World – (com Fernanda Takai)
Hungry Like The Wolf
Sunrise
Wild Boys
bis:
Girls on Film
Rio.
R.I.P. Nem a morte nos separa – mostra de Marcel Mello estréia em Sampa
por Luck Veloso – radiocultfm.com – O que é a morte? Para muitos, nada mais é que uma passagem para outra dimensão. Para outros, é realmente o fim. Uma coisa porém nos une em torno deste tema: ninguém escapará dela. Todos ficamos parecidos depois da chamada passagem e é justamente este universo que as pessoas costumam achar sombrio, que o artista plástico Marcel Mello visita e faz sua intervenção super colorida.
A mostra “R.I.P. Nem a morte nos Separa” estréia na Galeria Soul propondo uma reflexão mais suave sobre um tema que muitos evitam. O ponto de partida para o trabalho de Mello é o feriado mexicano do ‘dia de los muertos’, que com os seus traços divertidos e super coloridos ganha uma outra visão.
Houve um tempo em que se utilizavam ‘atributos’ para identificar um personagem retratado e isso vem de bem longe, há ainda registros desta prática na mitologia, onde todos os elementos possíveis serviam para identificar uma pessoa, fosse uma flor, um cordao, anel e outros itens, que facilitavam na identificação da pessoa. Na mostra, Marcel deu a cada uma das caveiras um elemento que facilitasse na história da imagem, permitindo ainda a livre imaginação do espectador. Muito interessante e vale super a pena a visita!
A mostra é gratuita e vai de 2 de maio a 2 de junho, no Galeria Soul, espaço inserido no Soul Art Tatoo e Café, localizado na famosa Rua Oscar Freire, em Sampa.
Serviço:
Exposiçao “R.I.P. – Nem a morte nos separa”- de Marcel Mello
de 02 de maio a 02 de junho de 2012
Galeria Soul: Rua Oscar Freire, 2203 – Jardim Paulista
de segunda a sexta-feira, das 11h as 20h / sábados, das 11h as 18h
infos: 11 3063-3435
ENTRADA FRANCA!
www.soultatoo.com.br
Fabio Leão: após vida no submundo, o reencontro com a sociedade
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Quando conheci Fabio Leão, ele ainda era um garoto como eu, um tanto quanto curioso em relação a vida, mas já demonstrava um jeito inquieto de ser. Crescemos mais ou menos próximos, nos dividindo entre os bairros de Olaria e Vila Kennedy. O primeiro, na zona norte do Rio de Janeiro. O segundo, na zona oeste e, sem sombra de duvida, muito mais ‘falado’ do que o outro, infelizmente não por bons motivos.
Muitos anos se passaram depois que nos víamos pelos caminhos dos dois bairros. Mais precisamente 20 anos. Confesso que, quando gravei o vídeo que ilustra essa matéria, não lembrava de quem eu estava filmando. Estávamos no Teatro Mário Lago, para registrar outros vídeos, para o novo site do escritor e artista plástico Ravengard, ‘A Culpa é Nossa‘. Entre os pautados, estavam André Ramiro e Toni Garrido, além de outras personalidades locais, que haviam ido prestigiar o primeiro Festival de Curtas da Vila Kennedy.
O relato que Fabio Leão nos concedeu mostra como os caminhos em certas comunidades, podem tomar rumos completamente diferentes. Da infância pobre e sofrida até a entrada para o tráfico de drogas e depois, a entrega para a dependência química, culminando em prisão e 15 anos de total ausência da sociedade normal, eis que o cara ressurge, como uma Fênix, cheio de projetos, apoiado pelo lutador Minotouro e tendo sua vida muito em breve, retratada em longa-metragem, com direito a ator global interpretando seu papel. Nada mal certo? Sim, mas até chegar a isso, o inferno visitou a cabeça de Fabio por um bom tempo. Assista ao vídeo abaixo, reflita e compartilhe. Vale a pena!
A arte existe, porque a vida não basta
por Carolina Uchôa- Ferreira Gullar, um dos nossos grandes nomes da poesia e um dos fundadores do neoconcretismo – movimento cultural surgido no final dos anos 50, no Rio de Janeiro , foi muito feliz ao escrever esta frase. Nós, seus leitores, mais ainda. Não é difícil entender por que eu a escolhi para iniciar minha apresentação.
Sou uma brasileira apaixonada por arte e cultura e todas as suas nuances, curiosa e ávida por música, especialmente a nossa. Essa que o mundo todo aprecia como uma das melhores, pela riqueza rítmica e harmônica, galgadas (na maioria das vezes) na simplicidade e na beleza da cultura popular, nas raízes mais escondidas dessa terra fértil e abundante, cuja variedade de sons, sotaques, gírias, ritmos formam essa gigantesca miscelânea verde e amarela, e que, muitas vezes o próprio povo brasieleiro não conhece, por razões comerciais e ou de força maior.
Sou produtora cultural e atriz, nascida na amazônia, em Roraima, extremo norte do Brasil, residente no Rio de Janeiro. Conheci o Culturall através de pesquisas sobre esses temas e foi paixão a primeira vista. Identificação imediata.
Há três meses de volta ao Rio, depois de um giro pelo Brasil descobrindo sua vasta diversidade, fui surpreendida com o irrecusável convite por parte dos queridos Luck Veloso e André Luiz Costa, idealizadores, editores e sócios no site, para me integrar a equipe. Topei de cara!
A ideia principal é falar sobre arte de maneira geral – cinema, teatro, dança, poesia, artes plásticas e visuais, música etc-, e dividir com você, amigo internauta, tudo que de melhor acontece no cenário cultural do Rio e, claro, país a fora. Sempre fugindo do óbvio e do cansativo senso comum, abordando esses temas da maneira mais leve e divertida possível . O desafio é grande, a responsabilidade idem. Por isso mesmo eu gostei tanto e espero que você também goste dos resultados.
Vem comigo. Está aberta a porta dos meus passeios cósmicos e intervenções “incendiárias” pelo “espaço sideral e infinito” da cultura, em todas as suas vertentes e por todos os cantos da minha animada mente popular brasielira.
Festival Curta Vila Kennedy reaquece atividade cultural na zona oeste do Rio
Por Luck Veloso – radiocultfm.com – O final de semana de 16 a 18 de março foi de festa para a galera de Vila Kennedy, bairro da zona oeste da Cidade do Rio de Janeiro. O Festival de Curta Metragens de Vila Kennedy, o primeiro de muitos, segundo a organização do evento, aconteceu em clima de muita harmonia e alegria. Com mais esta ação, a localidade caminha para deixar um estigma, de local onde apenas se encontra violência e desordem. Como o noticiário destaca muito mais as coisas ruins, a luta é grande, mas Guilherme Jr., organizador do Festival, está super engajado em contribuir para que a mesa da verdade vire.
O festival foi apresentado por Erica Magni, que travestida de Estátua da Liberdade, conseguiu fazer uma excelente interação entre platéia, jurados e artistas convidados. Foram 26 curtas pré selecionados e, entre eles, venceram: “A Primeira Máquina do Tempo do Mundo, de Joseane Antunes Cataldo (Premio do Juri Técnico), “Histórias de Vida”, de Cária de Souza Barbosa Fontes, na categoria Eu Curto a Vila Kennedy e o que levou o prêmio, por voto popular: “Bangu – Território em Transição”, do diretor Marcelo Gularte, que subiu ao palco muito emocionado e feliz, comentando que a maior recompensa era ter sido escolhido pelo juri popular.
A Vila Kennedy bem passando por importante transformação cultural, embora claro, ainda esteja no início da revitalização. Estiveram presentes ainda ao Festival, o cantor Toni Garrido, vocalista do grupo Cidade Negra, que foi nascido e criado na Vila Kennedy e ainda, o músico e ator André Ramiro, que ficou conhecido no Brasil e no mundo por seu forte papel na saga Tropa de Elite. Tanto Garrido quanto Ramiro foram ovacionados ao falar para a platéia que lotava o Teatro Mario Lago. Emocionados, ambos ressaltaram o papel importante que o bairro da zona oeste do Rio teve em sua formaçao. Ramiro declarou: “- Ao contrário do que muita gente imagina, aqui a maioria esmagadora é de gente de bem. Isso é o que vamos levar para todos lá fora a partir de agora”.
Já Toni Garrido continua a freqüentar a Vila Kennedy, pois sua mae foi moradora do bairro desde o início do bairro, há 47 anos e ressaltou ainda, além das prioridades culturais do bairro, a necessidade de não haver confusão entre o que os bandidos pensam e a população. Ele declarou: “Precisamos lembrar que, os que vivem em guerra constante, são os bandidos, não a população, então as pessoas tem que se unir, tanto o lado da Vila Kennedy quanto o da Vila Aliança”. Ao ser efusivamente aplaudido com a declaração, Toni voltou a falar em união, dizendo é preciso mudar de comportamento, em uma área tao carente de investimentos e cultura, a população tem que derrubar esse muro de preconceito e ódio, que é implantado por gente que não quer o crescimento de nada.
Tanto Toni Garrido quanto André Ramiro conversaram ainda com Ravengard, que é um dos produtores culturais mais atuantes da Zona Oeste.
- Festival Curta Vila Kennedy – foto: Luck Veloso
- Erica Magni, vestida de Estátua da Liberdade, apresentou o evento
- Andre Ramiro prestigiou o Festival, na Vila Kennedy
- Toni Garrido: lutando contra as desigualdades
- O produtor cultural Ravengard e André Ramiro
- Fabio Leao também falou no evento
- O diretor Marcelo Gulart, vencedor do Festival
Ravengard, que está implementando o projeto A Culpa é Nossa, onde reunirá vários outros projetos realizados na Vila Kennedy, em prol de uma cultura mais inclusiva e menos segmentada, conseguiu firmar um compromisso com os dois atores e cantores, que prometeram se engajar cada vez mais para ajudar a divulgar, de forma positiva, o nome da Vila Kennedy, tanto nacional quanto internacionalmente. Conheça o site oficial do evento.
Veja a lista completa dos curta-metragens pré selecionados para a disputa:
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(A)Normal
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Simone Helfer(Oginao Produções)
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Fugalaça
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Walter Quevedo
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Ícaro
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Jaqueline Lima
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Golada – O rapto Sanguinário do Duende Sensitivo
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Danielli Lima
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Olha a Pipa
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Pedro Portella
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Pôr do Sol
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Fabíola Loureiro
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Vila Aliança – Memórias em Cinco minutos
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Jeferson Cora
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Poetas Não Escrevem Romance
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Kadu Burgos
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Uma Nova Chance
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Edu Pereira
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Olhares sobre os 20 anos do Estatuto
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Lucas Pablo S. de Oliveira
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Cartas de Tereza
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Marcelo Mendanha
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Ele Vem
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Guilherme Augusto
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NOPH História de Santa Cruz
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Observatório de Gente
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Luthieria – Família Vieiras
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Observatório de Gente
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Chacina
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Tadeu Lima
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A Primeira Maquina do Tempo do Mundo
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Joseane Antunes Cataldo
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Meditação
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Luis Cassiano
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Bangu – Território em Transição
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Marcelo Gularte
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Valao da Sorte
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Grupo Código em Japeri
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Camila Conta
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Grupo Código em Japeri
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Agora
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Grupo Código em Japeri
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Tênis Azul
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Grupo Código em Japeri
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A Bolsa é Minha
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Grupo Código em Japeri
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Cidade Partida
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Vitor Hugo Fiúza e Wallace R.
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O Amor de Nelson Cassus pelo Jardim do Éden
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Pra Inglês Ver
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Vitor Granado e Robson Dias
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O new funk do Kindness
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Atualmente todos dizem produzir música mas alguns poucos ainda permanecem com um espírito inovador. Tenho ouvido tantas vezes a Dionne Bromfield que, se ainda utilizassemos K7, a mesma já estaria desmagnetizada. Acontece que, como sempre acredito na criatividade, comecei a zappear nesta linda sexta-feira de greves e sol (demorei tanto a postar que agora já chove no Rio). Encontrei algo inusitado que, mesmo não sendo tão novo, desperta aquele sentimento de rebeldia e revolta adolescente, algo sempre necessário a todos, ainda mais quando o assunto é arte.
Estou falando do Kindness, que faz o chamado ‘new soul’ e tem um leve toque de humor e sarcasmo em suas produções. A faixa Gee Up nos remete a sons feitos em pelo menos duas décadas atrás. Pitadas de Prince e corais que lembram vozes da Motown fazem de Gee Up um som dançante, com um groove lá em cima e que dá vontade de dançar na hora! A música tem apenas dois minutos (!!!), o mais transado do som é o vídeo, que remete a uma pseudo audição artística, cheia de erros e fofocas, bem típico de sets de filmagem e afins. Vale a pena, assista abaixo!
Noroeste do Rio de Janeiro pede socorro
por Luck Veloso – radiocultfm.com – A chuva que vem castigando o noroeste do Estado do Rio de Janeiro me fez ouvir hoje enquanto curtia a Band FM em meio ao transito, nomes de cidades que me são muito familiares e que há tempos não tinha notícia. Muriaé, Santo Antonio de Pádua, Lages, Italva, Itacoatiara e toda a região que cerca estes Municípios.
O ano era 1991 e eu fazia na época, apresentações semanais como DJ na cidade de Itaperuna e eventualmente, em algumas das cidades acima. Era o DJ contratado de uma equipe de som na época chamada ‘Starpoint’ e fazíamos edições aos sábados e domingos no Ilha Cisne Clube, que era o principal clube da cidade na época. Nao sei como anda hoje, mas era gostoso fazer som ali. Uma cidade pequena, cheia de gente boa e costumes locais, algo muito bom.
Voltando ao presente, fui surpreendido em meio ao caótico transito do Rio de Janeiro, que todas as cidades citadas encontram-se em estado de alerta máximo, de quase calamidade pública. Pádua então está com cerca de 12 mil pessoas fora de suas casas, morando em abrigos. Itaperuna está com problema semelhante e todo mundo está correndo para ajudar. Segundo o portal de notícias R7.com, os números são alarmantes e todo o tipo de ajuda é bem vindo. Veja as informações disponibilizadas no portal R7:
Santo Antônio de Pádua – 12.000 desalojados e 300 desabrigados
Laje do Muriaé – 2000 desalojados e 83 desabrigados
Itaperuna – 5.000 desalojados e 70 desabrigados
Italva – 320 desalojados e 70 desabrigados
Cardoso Moreira – 302 desalojados e 70 desabrigados
Aperibé – 250 desalojados
Campos dos Goytacazes – 140 desabrigados
Cambuci – 115 desalojados e 20 desabrigados
Porciúncula – 2 desalojados e 2 desabrigados
O telefone da Defesa Civil de Itaperuna é (22) 3824-6334. Entre em contato, colabore de alguma forma!
Slipknot: sem imagens mas com muita fúria
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Um dos shows mais aguardados da noite no Palco Mundo, o Slipknot faz sua apresentação como de costume, utilizando máscaras e desfilando o peso do seu som. A banda norte americana tem nove componentes e nasceu em 1991, ainda com o nome de ‘Painface’, mas foi somente em 1999 que o Slipknot alcançou a fama, lançando o álbum homônimo e ajudando a redefinir o que costumavam chamar de ‘peso’ no Rock.
Sem foto
Um contratempo atrapalhou a vida de quem está fotografando aqui no Palco Mundo. Após todos os fotógrafos já estarem a postos (inclusive nós), o Slipknot vetou em cima da hora o registro fotográfico do show. Pelo menos para os cerca de 20 veículos que já estavam previamente credenciados, ficando todo mundo a ver navios e causando certa indignação, pois apesar de o Metallica (que vem a seguir) ser a grande estrela da noite, o Slipknot era aguardado com a mesma ansiedade por toda a mídia. Para tentar conformar você, conseguimos registrar o set list da banda. Veja mais fotos da terceira noite do Rock in Rio no Facebook da Radiocultfm.com .
Tarja esquenta o Palco Sunset ao lado do Angra
por Luck Veloso – radiocultfm.com – A terceira noite do Rock in Rio começou com o peso do Matanza aliado aos vocais de B Negao no palco Sunset, que por enquanto tem feito o maior esquenta para mais tarde, quando subirá ao Palco Mundo o tão aguardado Metallica. Estamos selecionando os melhores cliques do festival e postando no perfil da Radiocultfm.com – De uma olhada nas fotos do Rock in Rio de hoje, 25 de setembro!
Rock in Rio em livro: a história do maior festival do planeta
por Luck Veloso – radiocultfm.com – A menos de uma semana para o início do Rock in Rio, há muita gente que ainda busca informações e pesquisa sobre este que tem como meta ser um dos maiores festivais do Planeta. Mas antes que os primeiros acordes sacudam a Cidade do Rock no Rio de Janeiro, vale muito a pena ficar sabendo mais sobre o evento, que teve sua primeira edição no longínquo 1985 e através das décadas, vem provando que está se renovando cada vez mais.
Para contar os diversos casos acontecidos tanto em palco quanto em bastidores das edições do Festival, Luiz Felipe Carneiro realizou uma verdadeira imersão ao mundo do festival e seus acontecimentos. O autor leu mais de dois mil artigos além de entrevistas, tanto com a produção do evento, incluindo sua mente maior, Roberto Medina e vários artistas que se apresentaram, buscando relatar fatos e acontecimentos relevantes.
O livro “Rock in Rio, A história do Maior Festival de Música do Mundo” (Editora Globo) vem ilustrado com mais de 200 fotos coloridas e conta como foi o desenvolvimento deste que é um dos maiores eventos de música já produzidos em todo o mundo. Um excelente “esquenta” para quem estará em breve, cruzando os portões da Cidade da Música para passar a fazer parte também desta história. O livro custa R$ 44,90 e poderá ser adquirido nos quiosques oficiais do evento e nas maiores redes de livrarias do país.
Confira a programaçao completa do Rock in Rio no site oficial
Tire suas dúvidas sobre o evento
Gotan Project em noite inspirada
por Luck Veloso – radiocultfm.com – O Gotan Project vem sendo conhecido ao longo dos dez anos de sua existência como um grupo de tango que usa elementos eletrônicos em suas composições. Em sua apresentação na sexta-feira no Vivo Rio (Rio de Janeiro) eles mostraram que a versatilidade os permite ir bem mais além.
A casa estava com ingressos esgotados e o grupo entrou com pequeno atraso (o show estava marcado para iniciar às 22hs), mas que não chegou a incomodar a platéia, que os recebeu com muitos aplausos. Aliás, já pelo público dava para se ter noção da mistura que é proposta pelo grupo. Via-se desde jovens que poderiam sair dali e ir dançar na Fosfobox a senhores e senhoras de terno e gravata, bengala e luneta. Enfim, um show que atinge várias faixas etárias.
Uma de suas canções mais conhecidas por aqui, “Época”, ganhou versão quase acústica e os novos efeitos de palco deram o tom do show, com as já esperadas projeções em cima do trabalho da fotógrafa Prisca Lobjoy, que está no grupo desde sua formação. A vocalista argentina Claudia Panonne esbanjou sensualidade, dando às canções uma interpretação dramática e de acordo com a proposta artística do Gotan Project.
Em aproximadamente uma hora e meia de show, onde mesclaram músicas de vários discos às do mais recente “Tango 3.0″, o grupo formado por Philippe Cohen Solal, Eduardo Makaroff e Christoph H conseguiu traduzir ao vivo todo o brilhantismo que é ouvido em seus discos e reafirmou a certeza de que, mesmo sendo composto por dois europeus e um argentino, tem no sangue a força do tango adicionando na dose certa a modernidade dos sons eletrônicos.
John Butler Trio faz a festa no Rio
por Luck Veloso – radiocultfm.com – A parceria entre a radiocultfm.com e a marca de roupas Addict proporcionou aos fãs de John Butler um inusitado presente. A apresentação desta sexta-feira, dia 26 de agosto no circo voador foi transmitida ao vivo em tempo real através da página da Addict no Facebook. Segundo o Diretor de Criatividade da marca, Joao Mello, a iniciativa foi apenas o pontapé inicial de muitos outros projetos que a marca terá ao longo do ano, sempre com transmissão ao vivo de artistas ligados de alguma forma a marca. Novidades estão por vir!
A abertura do show ficou por conta da Orquestra Voadora, que junta vários instrumentistas executando canções de diversos estilos, de modo instrumenta,l e tendo como grande base rítmica seu ponto forte. O chamado “esquenta” conseguiu levantar a lona do Circo Voador na Lapa, centro histórico do Rio de Janeiro, e foi um grande aperitivo para a atração principal da noite. John butler subiu ao palco por volta de meia-noite e meia. e durante duas horas e meia de show, mostrou porque é considerado um dos maiores nomes da música australiana da atualidade. O cantor cantou e tocou seus principais sucessos e arriscou uma versão rápida de Garota de Ipanema, sendo ovacionado pela platéia.
John Butler retorna ao Brasil – Addict transmitirá ao vivo show do Circo Voador – RJ
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Ele é considerado um dos artistas independentes mais conhecidos da Austrália ocupando importantes lugares ao longo dos anos nas paradas de sucesso daquele país e ao redor do mundo. John Butler retornará esta semana ao Brasil para três apresentações, sendo que a do Rio de Janeiro, você poderá acompanhar ao vivo via internet! Através de parceria com a Addict, o Culturall transmitirá ao vivo direto do canal da Addict no Facebook o show do artista Australiano, que possui em seu currículum prêmios como Melhor banda Indie”, “Melhor banda blues e roots” e “Melhor Performance”. Para assistir, basta “curtir” a página.
A mescla de hip hop às diversas nuances de sons já foi elogiada inclusive pelo Washington Post. A banda é formada por John Butler, vocalista e guitarrista, pelo bateirista Nicky Bomba e pelo baixista Byron Luiters. Eles se apresentaram por aqui ano passado e o sucesso daquela vez fez com que retornassem para mais três shows em terras tupiniquins. A banda inicia esta nova vinda hoje à noite em Porto Alegre, amanhã segue para o Rio de Janeiro (acompanhe ao vivo aqui) e no sábado estará em Belo Horizonte.
Conheça o site oficial de John Butler Trio
Serviço- John Butler no Brasil:
John Butler Trio Tour
Dia 25 de agosto (quarta-feira)
Porto Alegre:
Festival Açaí Musical
Local: PEPSI ON STAGE – PORTO ALEGRE – BRASIL | AV SEVERO DULIUS 1995 – 55 51 3371.1948
Ingresso: https://www.facebook.com/acaimusical
Pista R$50 /60 2o Lote
Mezanino R$70 / 80 2o Lote
Informações: (051) 84010104
Dia 26 de agosto (sexta-feira)
Rio de Janeiro:
Local: Circo Voador > www.circovoador.com.br
Serviço: SEXTA, dia 26 de Agosto 2011
Abertura dos portões: 23h
www.INGRESSO.com.br
1º LOTE: R$ 60 Estud. / e-Flyer / 1Kg Alimento / Assin. O Globo / Cliente TIM
Classificação: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanhado dos pais ou responsáveis).
Dia 27 de agosto (Sábado)
Belo Horizonte:
Local: Lagoa de Alphavile. Nova Lima
Evento: Winter Sports, Arts & Music.
1 lote: R$ 60,00 (Meia-entrada)
2 Lote: R$ 60,00 (meia-entrada)
3 lote: Sob Consulta.
Prince não vem, mas temos Chaka Khan!
por Luck Veloso – radiocultfm.com – Muitos fãs têm motivos de sobra para estarem chateados com Prince. Afinal, o cara avisou quase aos 45 do segundo tempo que não virá mais para tocar no Festival Back 2 Black, mas a recomendação do Culturall para pessoas que compraram ingressos ´apenas´ para ver o pequeno prodígio é a de que continuem com seus tickets em mãos. Se vão pedir um diferencial por conta da ausência do astro principal já é outra história, mas na mesma noite em 27 de agosto próximo, há também muitos motivos para que se compareça à Estação Leopoldina, no centro do Rio de Janeiro. Um desses motivos atende pelo nome de Chaka Khan. A super diva tem 40 anos de estrada, ou seja, muito mais do que a idade da maioria das pessoas que estará no festival e conta com histórico invejável.
Chaka Khan iniciou a carreira nos idos de 1973 e desde então vem nos brindando com hits e sua incrível e inconfundível voz. Um de seus primeiros sucessos foi o grande clássico “I´m Every Woman”. A canção ganharia uma versão de outra diva da música soul, Whitney Houston. Há muito o que se falar sobre Chaka Khan e aqueles que a conhecem apenas pelo hit mundial “I Feel For You” devem pesquisar mais sobre seu trabalho. A cantora já teve colaborações significativas de nomes como Stanley Clarke, Quincy Jones, Miles Davis, Eric Clapton, Ray Charles, Stevie Wonder, Chick Corea e Bobby McFerrin. Além de uma carreira invejável, Khan mantém a Chaka Khan Foundation, canal por onde procura auxiliar mulheres e crianças carentes. Isso sim é um trabalho a se celebrar e não há chuva púrpura que atrapalhe. Isso falando sobre os internacionais. Se formos citar Gil e Seu Jorge, isso vira papo para dias, portanto pense bem antes de trocar seu passaporte.
Confira a programação completa do Festival Back 2 Black no site oficial do evento























































