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Rock in Rio: Muito Metal, mas muitos problemas no Sunset

Por André Luiz Costa (@RollouRock)radiocultfm.com

Angra e Tarja - Foto: Luck Veloso

O dia 25 de setembro de 2011 entrou pra história dos shows no Brasil, pois foi a melhor noite do Rock in Rio até agora. E logo no início já tivemos atrações de peso no Palco Sunset: Matanza e Bnegão; Korzus e The Punk Metal Allstars, com participação de João Gordo (convidado de última hora); Angra e Tarja Turunen; e o Sepultura com Tambours du Bronx. Agora os graves problemas destes shows foram o fato de terem sido no palco secundário. Sem sombra de dúvidas, os quatro shows seriam muito bem recebidos no Palco Mundo, e as duas bandas que abriram o palco principal nesta data poderiam ter sido “rebaixadas” para o Sunset. Isso não é para desrespeitar os caras, mas eles ainda não são tão conhecidos por aqui. Na apresentação do Korzus, João Gordo reclamou do tratamento dado às bandas nacionais, e por coincidência ou não, o microfone falhava nesta hora. Tudo isso porque o som não estava agradando nem um pouco, não pelos músicos, mas pelo outro agravante da tarde: o problema técnico.

O Angra e o Korzus provavelmente foram as bandas mais injustiçadas pelo Palco Sunset. No caso da primeira, o set list foi bem escolhido, a participação da belíssima Tarja foi inesquecível, e o público presente curtiu bastante e se emocionou, inclusive com muita gente chorando. Seria tudo perfeito se o som não estivesse péssimo. Músicas baixas, guitarras sumindo… tudo que pudesse prejudicar os shows. Quem viu pela TV disse que o som estava pior ainda. O vocalista Edu Falaschi se mostrou bastante irritado com a situação, e postou em seu twitter: “Obrigado aos fans pelo apoio! Naum tivemos o mínimo de assistência. Imaginem o pânico antes de entrar com NADA funcionando! Pra mim chega… ” (sic). Mais tarde o cantor comentou, também em seu twitter, que a equipe que “trabalhou” para o Angra neste show foi toda demitida. Estes mesmos problemas também afetaram o Sepultura, que atrasou quase uma hora e meia sua apresentação. Pouco antes do show, o guitarrista Andreas Kisser foi ao microfone pedir paciência e falou dos problemas. Não dava pra ouvir muita coisa do que ele falou, pois o som estava horrível, mas o que se viu foi Andreas tão irritado quanto Edu. Agora falando da parte musical destas duas bandas, o Angra tocou com Tarja a música “Wuthering Heights”, da Kate Bush (que a banda gravou no primeiro álbum, “Angels Cry”) e “Phantom Of The Opera”, que também foi gravada pelo Nightwish. Já o Sepultura tocou clássicos, músicas novas e algumas do Tambours du Bronx, que fizeram uma mistura legal, mas que não é novidade na história do Sepultura. O ápice foi “Roots Bloody Roots” com a participação do fanfarrão Mike Patton (Faith No More), que tocara na noite anterior em outro show memorável no Palco Sunset. O show dos mineiros foi o melhor do Sunset. Para o público que se encontrava na lateral esquerda do palco, lá na frente, uma cena bonita foi a da criança que estava presente com uma camisa do AC/DC cantando, batendo cabeça e vibrando bastante com tudo aquilo. O moleque participou até da roda de pogo, claro que protegido pelo pai, e com respeito da galera que estava ali.

Enquanto o Sepultura “roubava” milhares de espectadores do Palco Mundo, o Gloria fazia sua primeira apresentação no Rock in Rio. Os garotos foram recebidos com respeito e empolgaram em alguns momentos com covers do Pantera. Já o Coheed and Cambria, que muitos não conheciam, acabou empolgando com outro cover: “The Trooper”, do Iron Maiden. Muita gente curtiu, mas muitos também aproveitaram para comer, descansar, andar nos brinquedos, etc. Até que Lemmy Kilmster, ídolo dos caras do Metallica, sobe ao palco com o Motörhead e faz o show mais divertido da noite. Foi a apresentação do bom e velho Rock n’Roll. Aquele show que pede uma cerveja! Os momentos marcantes do show foram “Going To Brazil”, e o hino “Ace Of Spades”, por ser a mais conhecida.

Em seguida veio o Slipknot com uma pontualidade exemplar. Na verdade não sabemos se os caras entraram na hora, mas o intervalo entre o Motörhead e eles foi tão curto que agradou ao público. Os caras conseguiram empolgar até mesmo alguns headbangers mais radicais que não curtem o estilo do grupo, e surpreenderam com a bateria giratória e os milhares de efeitos pirotécnicos. Os caras literalmente incendiaram a Cidade do Rock (até Stage Dive rolou), e num determinado momento pediram pra galera se agachar e em seguida dar o maior pulo possível. No mínimo diferente. E depois dos mascarados, o Metallica veio para terminar de quebrar tudo (leia aqui).

A noite do dia 25 foi ótima, mas é necessário que haja mais respeito com o Metal no Brasil. Foi um absurdo a quantidade de problemas técnicos que nossos artistas sofreram no Palco Sunset, e é mais absurdo ainda que as duas maiores bandas nacionais do estilo toquem no palco secundário.

11 Respostas

  1. Organização quer pagar barato? Vai ter técnicos ruins, ponto. Deu pra perceber os problemas principalmente na hora do Angra. Tinha uma hora que eu pensei “nossa, será que está tão desafinado assim”? A mixagem parecia mais uma salada de frutas, não se entendia nada. Já nos shows do Korzus e do Sepultura não vi problemas.

    27/09/2011 às 16:20

    • Chris, obrigado por teu comment. Estávamos no pé do palco Sunset e vimos o desespero das pessoas antes da entrada do Angra. Grande ponto para o Edu Falaschi que não demonstrou estar passando por problemas (embora estivesse). Já Andreas Kisser não segurou a onda e tacou até o microfone no chão. Mas festival grande como esse é impossível não dar algum xabu, o importante é que todos curtiram na paz. Continue conosco e ouça também nossa rádio, a radiocultfm.com – abs!

      27/09/2011 às 16:28

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